Últimos Artigos

Web 2.0 será inevitável nas empresas

Especialistas reunidos na Interop 2007 afirmaram que as várias ferramentas de Web 2.0 vão configurar uma nova forma de funcionamento das TI nas empresas.

Materializado pelos wikis, pela tecnologia RSS,  pelas plataformas de socialização e por tecnologias de combinação automática de conteúdos (“mashups”), o fenómeno Web 2.0 será inevitável nas empresas. Trata-se de uma das ideias mais vincadas por alguns especialistas, na conferência Interop 2007, realizada recentemente em Nova Iorque. Segundo os mesmos, suportará um modo novo e comum de funcionamento para as TI das empresas.

As ferramentas em questão deverão capacitar os utilizadores para desenvolverem as suas próprias aplicações, embora estas tendam a ser simples. Deverão fazê-lo a partir da acumulação e filtragem de dados, a partir de múltiplas fontes, e vão usá-las para coordenar e colaborar em tarefas de negócios.

O desenvolvimento destas aplicações pode mesmo deixar de caber ao departamento de TI, avançam os especialistas. Esta evolução possibilitará às equipas focalizarem-se em projectos mais ambiciosos para as operações de negócio em geral, em vez de direccionadas para as necessidades de grupos de trabalho individualizados.

"Nunca haverá recursos humanos de TI suficientes para  desenvolver todas  as aplicações possíveis que as pessoas gostam" considera Rene Bonvanie, vice-presidente sénior de marketing, parceiros e serviços online na  Serena Software. "Pode-se dizer que se trata de controlar o destino da empresa ou inovação sem permissão”, reforça. Bonvanie considerou que as tecnologias de combinação automática de conteúdos, “os mashups”, serão em particular um “grande fenómeno”, porque  permitem conjugar dados de diferentes aplicações de negócio, como da Salesforce, da SAP, em formas de apresentação personalizada.  "Os utilizadores terão mais controlo sobre os seus destinos," explica Bonvanie. "As equipas de TI vão ter muito menos dores de cabeça serão vistos como heróis".

Facilidade com que os utilizadores poderão colaborar na acumulação e partilha de dados, independentemente da fonte poderá mudar a forma da base de dados e da indústria de motores de pesquisa, prevê Matt Eichner, o vice-presidente de desenvolvimento estratégico da Endeca Technologies. “Em dez a 20 anos, acho que já não estaremos a falar sobre pesquisa", acrescentou. "O cenário vai mudar de forma tão radical que as base de dados e as buscas deixarão de ser reconhecidas como tal”.

Plataformas de socialização como o Facebook também mudaram todo o conceito de colaboração, disse David Boloker, o CTO dedicado a tecnologias de Internet emergentes, na IBM. E a aplicação de negócios financeiros da Bloomerg.com, por exemplo, é uma combinação, ou “mash-up”, já implementado por razões de negócio, que torna o negociante num simples “conjugador de informação”, explica.

As especificações para tornarem os ”mash-ups” seguros, assim como para o acesso e recolha de ferramentas numa única página de Internet, podem surgir já no primeiro trimestre de 2008, considera Boloker. As empresas podem dar graças à velocidade com que surgiram. A adopção da Web 2.0 pode forçá-las a reavaliar as suas políticas de segurança e práticas, disseram vários especialistas.

"O Facebook não vai entrar nas empresas tal como está," considera Boloker, a título pessoal e não em nome da IBM. "É provavelmente uma das mais inseguras aplicações que já usei. Há muitas coisas sobre as quais se tem de começar a pensar ", quando se começa a escrever mensagens nas nossas ou nas páginas dos outros.

As empresas deveriam estabelecer regras para a utilização das  ferramentas de Web 2.0, pelos empregados disseram membros de um painel realizado na conferência.  As companhias devem tomar em conta os conteúdos partilhados em páginas de Internet, facilmente acedidas.

in Computerworld 

Templates VirtueMart